Polo francisquense de cultivo de uvas está esquecido

No momento em que Linhares ganha um polo para o cultivo da uva, a Adega do Sul, localizada em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, considerada a capital do vinho do Brasil, lança um vinho em homenagem ao bairro Três Barras. Por aqui, não se entende a falta de apoio aos produtores de uvas de Barra de São Francisco.

Enquanto em Linhares , a intenção  é fomentar também a produção de vinhos e sucos, aqui restam poucos que ainda acreditam na força da produção, na qualidade das variedades e estímulo para novos plantios. Em Linhares, consta no planejamento do Programa Municipal de Fruticultura, quando o polo estiver em plena produção, o incentivo aos produtores para agregar mais valor a produção e potencializar o turismo na região.

Incaper estimulou produção de uva no noroeste

Para incentivar a adoção de práticas agroecológicas na vinicultura, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) promoveu, em novembro de 2011, o Dia de Campo sobre a Cultura da Uva, em Mantenópolis. A capacitação em parceria com a Prefeitura Municipal e os sindicatos Patronal e dos Trabalhadores Rurais.Naquela oportunidade, cerca de 200 pessoas, incluindo produtores de Alto Rio Novo, Pancas e também de Barra de São Francisco, estiveram no evento. As atividades foram realizadas no Sítio da Solidariedade, pertencente ao agricultor Frei Honório José Siqueira que depois virou deputado, na comunidade Córrego Frio.

Em uma das palestras, Frei Honório relatou a experiência que conquistou com a vinicultura, dando destaque ao uso de práticas alternativas e ecologicamente conscientes. Foi um dos grandes estimuladores do plantio da fruta em solo francisquense e o sucesso foi tanto que logo na primeira fase, cerca de oito produtores iniciaram o processo.

Com o passar dos anos, aqui o produtor de uvas ficou esquecido.  Não teve e nem tem apoio a cursos, assistencia técnica, incentivo a produção de agregados e ajuda na aquisição de insumos e comercialização. Na feira livre, são poucos os produtores ou quase nenhum que ousa competir com a uva produzida em outros municípios. Um deles continua teimoso. Trata-se de José Cota, o qual com a mulher e os filhos, ainda tenta manter o pioneirismo de produzir, expor e comercializar entre dezembro e janeiro, a fruta que se adaptou bem ao clima e solo francisquense.

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