Prédio de fazenda do Incaper é depredado em Linhares

Depois de mais de 10 anos de construção, o prédio que abrigaria os laboratórios da Fazenda Experimental do Instituto Capixaba de Assistência Técnica, Pesquisa e Extensão Rural (Incaper) em Linhares voltou praticamente à estaca zero. Já pronto para a inauguração, o espaço foi depredado na madrugada desta segunda-feira (18) por ladrões que, além de roubarem diversos objetos, ainda atearam fogo no local.

Foto do Leitor

Trabalhadores que preferem não ser identificados afirmam que foram roubados mais de 30 aparelhos de ar condicionado, todo o sistema elétrico, vasos sanitários, pias, portas, entre outros. De acordo com eles, seria impossível uma única pessoa fazer isso, o que os leva a ter certeza de que o roubo foi feito em grupo e que os utensílios roubados foram carregados em um caminhão.

Todo o sistema elétrico foi roubado. Imagem: Foto Leitor

O diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos), Iran Milanez, conta que o prédio não contava com vigia, pois no último mandato do então governador Paulo Hartung houve corte de verba para diversos órgãos públicos, inclusive o Incaper, o que fez com que alguns serviços fossem dispensados. Um deles, recorda Iran, foi o de vigia.

O diretor do Sindipúblicos afirma que o sindicato irá acionar o jurídico para formalizar denúncia junto ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), além de cobrar uma resposta. “É dinheiro público que está ali. Tem que apurar se houve negligência em relação ao patrimônio público. A gente vai cobrar que isso seja apurado”, garante.

O local foi depredado. Imagem: Foto Leitor

O site do Incaper informa que a Fazenda tem aptidão para o desenvolvimento de pesquisas em fruticultura de clima tropical, culturas alimentares, pastagens, produção animal e silvicultura. Numa uma área de 194,69 hectares, estão localizados os laboratórios de Fitopatologia, Controle Biológico, Entomologia, Sementes, Análises Química e Físicas de Solos, Fisiologia Vegetal e Pós-Colheita (LFVPC), e de Bioinsumos e Homeopatia para a Transição Agroecológica (BIHOTA).

No local também há uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) equipada com câmaras frias, que garante suporte para os ensaios com sementes e de pós-colheita de frutas e demais culturas alimentares, como mandioca e palmito; e uma área de Viveiros e Casa de Vegetação, com local para aclimatação de mudas e manutenção de plantas matrizes, que dão suporte a experimentos em ambiente protegido com diversas culturas, como café, pimenta-do-reino, cacau, abacaxi, feijão, mandioca, dentre outras.

Na fazenda também está localizada a Unidade Experimental de Produção Animal Agroecológica (UEPA) e a Estação das Abelhas, onde são conduzidos experimentos com agroecologia animal e vegetal. Ambas são unidades experimentais e demonstrativas onde são realizadas visitas técnicas e demonstração de métodos, oficinas e também oferta de estágios para estudantes.
Já neste ano, no dia seis de janeiro, servidores foram surpreendidos com desabamento do forro do teto do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf). Eles estavam trabalhando no prédio a apenas três meses.
As informações são de SéculoDiário
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