Covid-19 leva Armando Viola

O ex-deputado federal Armando Batista Viola é mais uma vítima da Covid-19 aos 76 anos de idade. Armando Viola morreu na madrugada desta terça-feira (8) após ser internado em decorrência de uma infecção urinária e contrair a Covid-19.

Luto: Linhares perde o ex-deputado federal Armando Batista Viola, aos 76 anos de idade

 

 

Linhares está de luto. Morreu na madrugada desta terça-feira (8) o ex-deputado federal Armando Batista Viola, aos 76 anos de idade. Ele foi internado no Hospital Rio Doce na última sexta-feira (4) em decorrência de uma infecção urinária grave. No sábado (5) à noite, Armando precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva do hospital.
De acordo com informações de familiares, Armando Viola contraiu a Covid-19 e precisou ser entubado na madrugada desta terça-feira (8) e não resistiu após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O ex-deputado federal completaria 77 anos no próximo dia 30 de setembro.
Um cortejo fúnebre será realizado entre às 10 e 13 horas, saindo do Hospital Rio Doce, passando em frente à sua atual residência, no bairro Conceição, em direção ao Cemitério São José, no bairro Interlagos. A família segue o protocolo determinado pelo Ministério da Saúde em não realizar velório e sepultamento em casos de óbitos por causa do novo coronavírus.
Além de deputado federal, Armando Batista Viola foi prefeito de Baixo Guandu, deputado estadual, secretário municipal de Administração de Linhares e Procurador Geral da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

Armando Viola

*dep. fed. ES 1993-1995

Armando Batista Viola nasceu em Baixo Guandu (ES), no dia 29 de setembro de 1943, filho de Luís Viola e Onofra Batista Viola.

Formado pela Faculdade de Direito de Colatina (ES), filiou-se em 1966 ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e estreou na política elegendo-se vereador à Câmara Municipal de Baixo Guandu em novembro de 1966. Empossado no início do ano seguinte, presidiu a Comissão de Justiça, função que exerceria até o início de 1971. Prefeito de Baixo Guandu, eleito em novembro de 1970, completou o mandato em janeiro de 1973.

Diretor de compras da prefeitura de Linhares (ES), de 1975 a 1977, deixou o cargo para assumir a Secretaria Municipal de Planejamento, à frente da qual permaneceu até 1978.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e em novembro de 1982 disputou com êxito uma cadeira de deputado estadual. Vice-líder da bancada, na Assembléia Legislativa presidiu a Comissão de Justiça, entre 1983 e 1985, e exerceu a primeira vice-presidência da mesa, de 1984 a 1986.

Eleito deputado estadual constituinte em novembro de 1986, iniciou seu segundo mandato em fevereiro do ano seguinte, voltando a presidir a Comissão de Justiça e, durante o ano de 1988, à liderança do partido. Presidiu a Comissão de Orçamento, Fiscalização Contábil e Tomada de Contas. Em 1989, tornou-se segundo-secretário da Assembléia Legislativa, cargo que manteria até o final do mandato.

No pleito de outubro de 1990 candidatou-se a deputado federal pelo Espírito Santo, ainda na legenda do PMDB, obtendo uma suplência. De 1992 a 1993 desempenhou as funções de procurador da Assembléia Legislativa.

Tomou posse e foi efetivado na Câmara dos Deputados em 4 de janeiro de 1993, no lugar de Aluísio Santos, que renunciara ao mandato em 31 de dezembro do ano anterior, e participou da Comissão de Viação e Transportes. Votou pela criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira — o chamado imposto do cheque — e do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiria ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de educação. Esteve ausente das votações acerca do fim do voto obrigatório.

Disputou novo mandato no pleito de outubro de 1994, obtendo uma suplência. Retirou-se da Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro do ano seguinte.

Em fevereiro de 1997 foi nomeado diretor geral da Assembléia Legislativa do Espírito Santo (ALES), durante a gestão do presidente José Carlos Gratz, permaneceu no cargo até janeiro de 1999, quando foi substituído por André Nogueira. Em 2003 foi chamado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Seguro, na ALES. A CPI do Seguro foi criada, em 2003, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades no Instituto de Previdência dos Deputados Estaduais, contrato de seguro de vida para os deputados estaduais e pensionistas do extinto (IPDE).

No ano de 2009 começou a atuar na Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) de Baixo Guandu (ES).

Casou-se com Telma Mendonça Viola, com quem teve quatro filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Notícias (17/11/2003, 24/11/2003); Século Diário (09/12/2004); Prefeitura de Baixo Guandu (ES).

COMPARTILHAR