Após 1 mês e 4 mil mortos, Milão reconhece erro de campanha contra isolamento

Foto: Claudio Furlan/LaPresse/DiaEsportivo/Folhapress
O número oficial já soma 10.779 vítimas da doença. Esse número representa mais de um terço de todas as mortes pelo vírus no planeta. O maior número diário da Itália foi registrado na sexta-feira, quando 919 pessoas morreram. Houve 889 mortes ontem

Um mês depois de lançar a campanha “Milano Non Si Ferma” (Milão Não Para), em 27 de fevereiro de 2020, autoridades italianas admitem agora que a estratégia foi um erro.

A campanha surgiu em plena pandemia da Covid-19 e viralizou nas redes sociais da Itália principalmente na região de Milão, onde teve, inclusive, o apoio do prefeito local, Giuseppe ‘Beppe’ Sala.

Ela recomendava que a população não adotasse mais o isolamento social e o confinamento. Também exaltava os “milagres” feitos todos os dias pelos cidadãos de Milão e seus “resultados econômicos importantes”.

“Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, dizia o vídeo.

Agora, o próprio prefeito milanês, Beppe Sala, admite: “Foi um erro. Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus”, disse aos jornalistas nesta quinta (26).

A Itália tem mais de 80 mil casos testados positivos para o vírus e mais de 7.000 mortes. Quando a campanha foi lançada, o país contabilizava 12 mortos.

Milão é a província mais atingida, com mais de 32,3 mil casos e 4.474 mortes, segundo balanço desta segunda (30).

CLÁUDIA COLLUCCI
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