Ecoporanga: Homem é intimado a depor após aparecer em vídeo atirando em uma égua

Um homem de 31 anos foi intimado pela polícia a prestar depoimento após um vídeo, que mostra ele matando uma égua com um tiro, circular em um aplicativo de celular e também nas redes sociais. A cena foi gravada no dia 19 de maio, na zona rural de Ecoporanga, Norte do Espírito Santo, mas teve conhecimento público nas últimas semanas. Segundo o advogado do homem, ele fez a ação pois precisava sacrificar o bicho, que estava doente. A polícia contestou a versão da defesa e disse que o homem cometeu um crime. Se confirmada a tese da polícia, o suspeito pode pegar de três a um ano de prisão, além de pagamento de multa. Ele ainda não se apresentou à polícia.
Nas imagens, o homem aparece segurando uma escopeta e faz ameaças antes de disparar contra a égua. “O negócio é o seguinte, começou a falar mau de mim nessa p*** desse WhatsApp, eu vou ter que apresentar a ‘Julesca'”, diz, referindo-se a arma. Em seguida, ele aponta para a cabeça do animal e atira.
Segundo a Polícia Civil, após ser compartilhado na internet, o vídeo já foi visto por mais de 3 milhões de usuários de uma rede social. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito enviou um e-mail com um laudo que confirmava que a égua, de 16 anos, necessitava de uma cirurgia de urgência.
Por telefone, o advogado do suspeito, Josimadson Magalhães de Oliveira, contou que ele preferiu sacrificar o animal, fazendo disso uma brincadeira. “A cirurgia que seria feita (no animal) ficaria de R$ 4 mil a R$ 6 mil, fora o transporte. A égua já tinha uma certa idade, se não me engano tinha uns 16 anos, e por isso tinha um custo muito baixo, de R$ 400, então ele resolveu fazer o sacrifício dela. Ele fez isso também para não contaminar o restante do rebanho dele. Infelizmente, houve uma brincadeira de mau gosto (no vídeo), ele até assumiu isso, de ter sido gravado por um colega dele e depois teve a infelicidade desse telefone ter sido perdido”, explicou.
Mas a polícia contestou a versão dada pela defesa. Para o delegado Carlos Pedro Alcântara Filho, o homem cometeu um crime. “Foi crime ambiental de maus-tratos aos animais com o resultado de morte. Mesmo que o animal estivesse doente e devesse ser sacrificado, essa não é a maneira correta de matar o animal. Para isso existem os métodos, e os veterinários sabem quais são”, declarou.
O delegado também informou que a arma utilizada vai ser encaminhada para perícia. O suspeito deve responder pelo crime de maus-tratos e, caso seja condenado, pode pegar de três meses a um ano de prisão, além do pagamento de multa. Como o animal morreu, a pena pode ser ainda maior.

 

Confira o vídeo:

COMPARTILHAR