Poderiam ser estes os restos da Arca de Noé?

 

A história bíblica do grande Dilúvio e da Arca de Noé é provavelmente uma das narrativas mais conhecidas no mundo. Com significado religioso para cristãos, muçulmanos, judeus e membros da fé Bahai, a história de Noé conseguiu sobreviver por milhares de anos, fato que leva muitos a acreditar que uma inundação global seja mais do que apenas um mito.

Mas se isso for verdade, eis a questão: onde está a prova arqueológica? Poderia uma arca antiga estar em algum lugar do mundo esperando para ser encontrada?

Esta é a pergunta que uma expedição se propôs a responder e, o que eles descobriram, pode mudar a maneira de ver o mundo…para sempre.

Dilúvio

Até o século XVIII, era aceita a história bíblica do Dilúvio como um relato preciso de eventos históricos. Ao longo dos anos, no entanto, a medida que o conhecimento científico se expandiu, a maioria das pessoas passou a ver a narrativa bíblica do Dilúvio como simbólica, e não factual.

Mas, embora a ciência nos diga que a história da Criação descrita na Bíblia não combina totalmente com o que sabemos cientificamente, mesmo os céticos mais entusiastas precisam lidar com o fato que faz com que algumas pessoas acreditem que a Arca de Noé ainda está lá fora, esperando ser encontrada.

Dilúvio

O Monte Ararat

Na narrativa bíblica do Dilúvio, depois que as chuvas terminaram e as águas começaram a diminuir, Noah pousou sua Arca nas “montanhas de Ararat” onde, depois de liberar um corvo e uma pomba, ele finalmente abriu a embarcação gigante e soltou o resto dos animais que ali estavam. Das encostas da montanha, os animais se espalharam por toda a terra vazia e, junto com Noé e sua prole, a repovoaram.

Mas enquanto permanece sem resposta a questão de saber se a Arca de Noé realmente aterrissou em Ararat, uma coisa é verdade: o Monte Ararat é real, e as pessoas que vivem perto dele afirmam que é o local de descanso final da Arca, por séculos. É nesse local que, em 2009, uma expedição chegou com a esperança de descobrir vestígios arqueológicos da história bíblica.

Só que eles não foram os primeiros.

O Monte Ararat

O pico mais alto da Turquia – O Monte Ararat

O Monte Ararat pode ser encontrado no extremo leste da Turquia, perto das fronteiras iraniana e armênia. O pico mais alto da Turquia é o principal símbolo nacional da Armênia, sendo considerado pelos armênios uma montanha sagrada.

Com 5.137 metros de altura, Ararat é um dos 50 picos mais proeminentes do mundo e ostenta neve perpétua, fato que significa que, apesar das lendas da Arca ter pousado em algum lugar nas encostas, o local permaneceu praticamente inexplorado ao longo dos anos. A primeira ascensão registrada ao seu cume ocorreu apenas em 1829, embora as pessoas tentassem atingir seu pico desde pelo menos a Idade Média.

Devido ao seu status lendário, muitos tentaram escalá-lo e encontrar a Arca mas, até recentemente, ninguém achou nada de muito valor.

O pico mais alto da Turquia - O Monte Ararat

Expedições anteriores

Talvez a pessoa mais famosa por ter explorado o Ararat na antiguidade tenha sido Marco Polo, que descreve a montanha em seu famoso livro “As Viagens de Marco Polo”.

Mas enquanto as alegações feitas por quase dois milênios de que a Arca estaria no Monte Ararat “para todos verem”, a exploração à montanha começou apenas no século XIX.

Em 1829 o Dr. Friedrich Parrot, que havia escalado a montanha, escreveu que “todos os armênios estão firmemente convencidos de que a Arca de Noé permanece até hoje no topo do Ararat e que, para preservá-la, nenhum ser humano tem a permissão de abordá-lo”.

Quase cinquenta anos depois outro explorador, chamado James Bryce, faria uma descoberta que ecoaria por todo o mundo.

Expedições anteriores

A descoberta de James Bryce

Em 1876, James Bryce, professor de Direito Civil em Oxford, quem também trabalhou como historiador, estadista, diplomata e explorador, começou a escalar o Monte Ararat em uma missão de investigação.

Embora ele não tenha conseguido chegar ao topo, ele conseguiu subir além da linha das árvores e foi lá, na encosta fria e desolada, que ele encontrou algo que abalaria profundamente a comunidade de pesquisa.

A descoberta de James Bryce

A viga de madeira

Quando Bryce subiu ao Monte Ararat, olhou para os lados e não viu nada além de pedras e pedregulhos ao seu redor. Mas enquanto ele continuava a subir, de repente, algo chamou sua atenção. Uma forma que ele esperava ver, mas não ousava acreditar que encontraria.

Lá, entre as rochas, onde era muito frio e difícil para qualquer coisa crescer, ele encontrou uma antiga viga de madeira. Era muito grande e pesada para ter acabado de ser carregada para lá, e ninguém tinha subido à montanha em anos. Bryce concluiu que não poderia ser mais do que uma parte da Arca e, ao retornar à Inglaterra, sua descoberta anunciaria uma nova era de expedições à montanha. Mas foi apenas em 2009 que algo de interesse seria realmente encontrado.

A viga de madeira

Evidências falsas

A descoberta de Bryce foi emocionante, mas de modo algum provou que a Arca realmente tinha sido encontrada.

Ao longo dos anos, muitos exploradores alegaram ter encontrado a Arca, ou evidências dela, e mais tarde foi comprovado que estavam errados. Porém, embora a maioria das expedições simplesmente não tenha fornecido evidências aceitáveis, uma expedição prolongada e em andamento convenceria por um tempo de que a Arca finalmente fora encontrada na sua totalidade.

Na década de 1960, um homem chamado Ron Wyatt viu uma foto de um local situado a 29 km. ao sul do pico do Monte Ararat que apresentava uma estranha semelhança com a estrutura de um barco.

Evidências falsas

O Durupınar

No relato bíblico do Dilúvio e da Arca de Noé é citado que o local de descanso final da Arca de Noé era nas montanhas de Ararat. No entanto, existe apenas um monte Ararat no mundo. Então, como isso pode ser explicado?

Enquanto que muitas pessoas acreditam que a Arca realmente repousa sobre o pico do Monte Ararat, alguns estudiosos da Bíblia sustentam que Ararat era a região inteira na qual o moderno Monte Ararat reside, e que a Arca poderia ter sido colocada em qualquer um dos muitos picos das cadeias montanhosas da região.

Um desses picos, situado a 30 km. ao sul do Monte Ararat, é conhecido como o Durupınar, e quando você olha para ele, é impossível negar que tanto sua forma quanto seu tamanho correspondem ao que acreditamos ser a Arca.

A intenção de Ron Wyatt era provar que esta era, de fato, a Arca.

O Durupınar

Juntando-se à busca

Em 1985, Wyatt se juntou a David Fasold, ex-oficial da Marinha Mercante dos Estados Unidos e especialista em salvamento, além do geofísico John Baumgardner. Assim que Fasold viu o local, ele exclamou que era, aos seus olhos, um naufrágio. Usando tecnologia controversa conhecida como “gerador de frequência”, Fasold e a equipe afirmaram que suas varreduras revelavam uma estrutura interna regular com um comprimento da formação de 538 pés

(164 m.), próximo aos 300 côvados (157 m., 515 pés), correspondente à Arca de Noé na Bíblia se for usado o côvado egípcio antigo de 20,6 polegadas (0,52 m).

Mas foi outra descoberta muito mais tangível que realmente os empolgou.

Juntando-se à busca

As pedras Drogue

Enquanto examinavam o campo em busca de evidências adicionais, Wyatt e Fasold fizeram uma descoberta interessante: pedras antigas com grandes buracos esculpidos neles. Fasold postulou que eram drogues, um tipo de âncora que grandes navios lançam até hoje durante tempestades para ajudar à estabilidade e manter o curso diante de ventos fortes e correntes velozes.

Devido às suas origens extremamente antigas, e como as pedras foram encontradas a muitos quilômetros de qualquer grande corpo de água, Fasold concluiu que elas deviam pertencer à Arca. Mas, apesar da emocionante descoberta, sua teoria seria rejeitada.

Mas, o que poderia fazer alguém acreditar que a Arca de Noé era real?

As pedras Drogue

Uma teoria

Apesar dos argumentos convincentes de Fasold e Wyatt, especialistas nas áreas de Geologia, Geofísica e Arqueologia rejeitaram suas descobertas logo após serem reveladas.

O “gerador de frequência” de Fasold foi descartado pelos especialistas como nada mais do que uma “haste sonora” sofisticada, e as pedras drogue, apesar da forma atraente, mostraram-se parte de uma coleção muito maior de pedras na área do que sinais pontuais.

Com essas hipóteses refutadas, toda a teoria do Durupınar se desfez.

Mas outra descoberta no pico principal do Monte Ararat levaria a um interesse renovado na busca pela Arca antiga.

Uma teoria

Evidências de suporte

Desde a época em que os humanos inventaram a escrita, se não antes, houveram histórias de um deus, ou deuses, decidindo inundar o mundo para extinguir toda a vida terrestre dele.

Embora as razões das divindades para acabar com a humanidade variem, seu método é sempre o mesmo: águas engolindo a terra.

Seja Utnapishtim na babilônica Epopéia de Gilgamesh, ou a história suméria de Ziusudra, ou o hindu Satapatha Brahmana no qual Vishnu adverte o primeiro homem, Manu, de uma inundação iminente e lhe diz para construir um barco, ou o mito grego de Timeu, no norte, ou o mito hopi americano de entrada no quarto mundo, ou o mito chinês do grande dilúvio, parece ser que, onde quer que você olhe, há algum tipo de tradição escrita ou oral sobre uma inundação que destrói a civilização.

Todas essas histórias poderiam ser coincidências ou apontam para alguma outra coisa?

Evidências de suporte

The Epic of Gilgamesh

While stories of a great flood can be found all over the world in various forms, one of the most complete – and the most ancient – accounts we have is part of the Babylonian Epic of Gilgamesh.

Written on stone tablets over 4,000 years ago, the Epic of Gilgamesh tells the story of a mighty king, Gilgamesh, who decides to seek out eternal life. In his travels, he encounters many gods, monsters and strange men, but perhaps the most important person he meets is a man by the name of Utnapishtim – who, along with his wife, has already gained eternal life.

By the time Gilgamesh encounters him, Utnapishtim is very old. Wanting to learn his secret for eternal life, Gilgamesh asks Utnapishtim to tell him his story.

The Epic of Gilgamesh

Utnapishtim

Um dia, os deuses decidiram inundar o mundo devido ao excesso de população e extinguir toda a vida da superfície. Ea, um dos deuses, no entanto, advertiu do fato a Utnapishtim e, para evitar perecer no dilúvio, Ea o orientou construir um barco. Utnapishtim reuniu trabalhadores e recursos e construiu uma enorme embarcação de juncos e betume capaz de abrigar “todos os animais do campo”, assim como a sua família e aos trabalhadores que o ajudaram.

Pouco depois de terminar de construir o enorme navio de acordo com as instruções de Ea, os céus se abriram e uma violenta tempestade começou a devastar a terra.

Utnapishtim

A tempestade

Enquanto Utnapishtim estava a bordo da sua arca com toda segurança, junto com sua família, trabalhadores e animais, a tempestade continuava furiosamente lá fora, fazendo até os deuses tremerem.

Finalmente, depois de muitos dias, as chuvas diminuíram e Utnapishtim abriu uma escotilha, liberando um corvo e uma pomba para o lado de fora e, finalmente, colocando a arca em uma montanha.

Esse conto é notavelmente antigo. Foi encontrado no final do século XIX em tábuas de pedra que permaneceram intocadas por milênios, espalhadas pelas antigas cidades do Império Babilônico. Embora anteceda a escrita da Bíblia por muitos milhares de anos, a história, em sua essência, é familiar para a maioria das pessoas.

A tempestade

Uma história contada por milênios

Com base nas tábuas da Babilônia, parece que a história de uma arca e uma inundação catastrófica foi contada de uma forma ou de outra por inúmeros milênios.

Seja através da música, tradição oral ou escrita, há algo sobre a narrativa do Dilúvio que não nos cansam.

Os relatos da história não se limitam apenas a tábuas de pedra antigas e tomos religiosos; a recriação mais recente da história foi no filme de 2014, Noah, dirigido por Darren Aronofsky com a atuação de Russell Crowe.

Mas será que as últimas descobertas sobre o Monte Ararat, depois dos milhares de anos no quais essa história foi repetida, finalmente mudaram a maneira de pensar sobre o dilúvio para sempre?

Uma história contada por milênios

Discrepâncias

Embora os relatos de enchentes tenham, surpreendentemente, conseguido permanecer praticamente inalterados por milênios, existem algumas discrepâncias entre os relatos, e mesmo dentro dos mesmos.

Na Bíblia, por exemplo, uma passagem afirma que Noé foi instruído a levar um par de todo tipo de animal, enquanto em outra passagem, não muito tempo depois, lemos que ele foi instruído a levar “Sete pares de todo tipo de animal limpo” e “Um par de todo tipo de animal impuro” e “Sete pares de todo tipo de pássaro”, o que significaria que algumas espécies teriam 14 de cada um, enquanto outras apenas dois.

Isso coloca em risco a confiabilidade de toda a questão, mas as descobertas da expedição do ano 2007 podem mudar tudo isso.

Discrepâncias

A Expedição NAMI

Em 2007, estabeleceu-se uma expedição conjunta entre Turquia e Hong Kong para escalar o Monte Ararat em busca de novas evidências do mito da Arca.

Conhecida como NAMI Expedição, sua busca para encontrar vestígios arqueológicos do navio antigo era ambiciosa, não apenas por causa do mito, mas também porque o tempo nevado da montanha e o terreno faziam a escalada sumamente traiçoeira e perigosa.

Mais do que isso, porém, havia um outro grande problema ao escalar o Ararat; hoje, o Ararat, é uma zona militar altamente regulamentada e fechada.

A Expedição NAMI

Perigo! Zona militar fechada

Por causa da altura significativa do Monte Ararat, bem como de sua proximidade com as fronteiras da Turquia com a Armênia, o Azerbaijão e o Irã, o local é até hoje uma importante base militar estratégica.

Isso significa mais do que apenas que é importante para a nação turca; obter permissão para escalar a montanha requer passar por canais militares. Para estrangeiros que desejam escalá-lo, o “visto Ararat” especial deve ser obtido.

Mas mesmo após a concessão da permissão para escalar a montanha, os escaladores devem seguir um caminho predefinido, ou correr o risco de serem atingidos pelas forças militares que lá estão estacionadas.

Perigo! Zona militar fechada

Continuando as buscas

Depois de eles conseguirem obter a rara Visa Ararat, a expedição NAMI, com a ajuda de um guia local, começou a escalar a montanha elevada.

O tempo estava contra eles, os ventos sopravam em seus rostos, mas eles estavam determinados. Tinham certeza de que havia algo lá em cima, e nenhuma nevasca, tempestade de neve ou qualquer outro obstáculo os impediria de explorar a montanha até que encontrassem uma pista apontando-os na direção da arca.

Continuando as buscas

Encontrando a caverna

Após muitos dias de escalada angustiante e alguns telefonemas com a força militar local, a Expedição NAMI tropeçou com algo surpreendente.

A uma altitude de 4.000 metros, eles acharam uma caverna.

Não era a própria caverna o que era surpreendente, mas o que eles encontraram nela.

Quando a expedição entrou no espaço fechado, deixando as neves rodopiantes para trás, seus olhos se arregalaram em descrença.

Encontrando a caverna

Evidência notável

Ao entrar na caverna, a equipe não podia acreditar no que seus olhos viam…

Man-Fai Yuen, pesquisador da NAMI, lembrou em uma entrevista: “A equipe de busca e eu pessoalmente entramos em uma estrutura de madeira no alto da montanha. A estrutura estava dividida em diferentes espaços. Acreditamos que a estrutura de madeira em que entramos seja a mesma estrutura registrada em relatos históricos e o mesmo barco antigo indicado pelos habitantes locais. ”

Mas que madeira era essa? E quantos anos tinha?

A equipe precisaria enviar amostras para um laboratório para responder a essas perguntas.

Evidência notável

Amostras misteriosas

Para determinar se a estrutura de madeira descoberta pela expedição da NAMI realmente fazia parte da Arca, haviam várias questões que os pesquisadores deveriam responder. Primeiro, eles teriam que estabelecer a idade da madeira. Usando métodos de datação por carbono em amostras obtidas no site, a equipe estimou a idade da madeira em cerca de 4.800 anos.

Mas que tipo de madeira era essa?

No relato bíblico, a arca era feita de “madeira de gopher”. Mas “gopher” é uma palavra misteriosa que não se repete em nenhum outro lugar na Bíblia ou na língua hebraica, e que tem sido objeto de muito debate. A madeira que a equipe encontrou poderia lançar luz sobre o mistério?

Amostras misteriosas

A madeira Gopher

Na Bíblia hebraica, o termo “madeira Gopher” foi usado para descrever o material a partir do qual a arca foi construída. Por ser um termo único que não se vê em nenhum outro lugar nos escritos daquela época, tem havido muita especulação sobre o que realmente poderia significar. Enquanto alguns acreditam que isso pode significar “juncos” e outros pensam que isso pode significar madeira processada tratada com alcatrão, existem algumas hipóteses que postulam que a madeira de Gopher era um tipo especial de árvore.

Se isso for verdade e a expedição da NAMI realmente encontrou remanescentes da arca, a análise da madeira poderia ajudar a lançar luz sobre essa questão secular.

A madeira Gopher

Prova de vídeo

Embora a expedição da NAMI tenha retornado de sua excursão ao Monte Ararat em 2007, foi apenas em 2010 que eles divulgaram vídeos de suas descobertas, talvez porque queriam ter certeza absoluta de que a descoberta era autêntica.

Quando finalmente lançaram a documentação em vídeo de suas descobertas, no entanto, fizeram um grande estrago.

Especialistas de todo o mundo correram para analisar as imagens, mas logo surgiram evidências de que tudo não passaria de uma farsa.

Prova de vídeo

Uma possível farsa?

Logo após a NAMI divulgar a documentação em vídeo de sua descoberta, os críticos começaram a afirmar que suas descobertas nada mais eram do que uma brincadeira elaborada.

Alguns alegaram que a estrutura de vigas de madeira que eles encontraram era feita de madeira recuperada de uma antiga estrutura de madeira às margens do mar Negro, que teria sido trazida ao local pelos guias anteriormente, para que eles pudessem encontrar alguma coisa.

Isto poderia ser?

Uma possível farsa?

Um embuste

Em seu site, em um esforço por rejeitar acusações, a expedição da NAMI diz que pediu ao Sr. Muhsin Bulut, diretor dos Ministérios Culturais da Província de Agri, sua opinião sobre a estrutura. O site diz que sua resposta foi que “seria impossível transportar secretamente essa quantidade de madeira para a área estritamente monitorada e plantar uma grande estrutura de madeira a uma altitude de 4.000 metros”.

Então, isso foi uma farsa ou a expedição da NAMI realmente encontrou evidências da arca de Noé?

Um embuste

Questões a serem analisadas

As alegações da NAMI Expedition da prova da Arca de Noé são, verdadeiramente, notáveis.

Embora não possam ser confirmadas de imediato, se forem levadas a sério pela comunidade científica, será necessário fornecer uma prova muito mais substancial e completa.

Mas, mesmo que suas reivindicações sejam corroboradas, a descoberta daria lugar a muitas outras questões…

Se realmente houvesse um dilúvio e os animais do mundo fossem salvos por serem carregados no porão de uma arca gigante, tudo o que sabemos sobre biologia e geologia seria posto em questão.

Quais questões? Vejamos …

Questões a serem analisadas

Evidências de DNA

À medida que os biólogos estudam populações de animais, eles são capazes de rastrear alterações em seus códigos de DNA, comparando-as às populações vizinhas das quais foram separadas ao longo dos anos, bem como comparando-as ao registro fóssil.

Tudo o que sabemos e entendemos sobre o DNA das populações atuais de vida silvestre nos diz que eles vivem e evoluem em seus habitats há milhões de anos.

A história bíblica da Arca de Noé coloca os eventos em uma época em que os humanos já tinham desenvolvido uma cultura, ferramentas de construção e linguagem, o que os situa muito longe ao longo da linha do tempo evolutiva como para combinar com os antepassados ​​de todas as espécies vivas em uma única localização.

Evidências de DNA

Evidência geológica

Mesmo se decidirmos aceitar a idéia de animais serem salvos por uma arca e conseguir explicar os fenômenos biológicos e genéticos, e ao nosso redor estes fenômenos se encaixarem na história de Noé, ainda existe a questão da Geologia.

Simplificando, não há evidências geológicas de uma inundação global embora, pelo que entendemos sobre tais eventos, se tivesse ocorrido, teria que deixar algum rastro para trás.

Ainda assim, há uma explicação que algumas pessoas consideram satisfatória e que reconcilia a história da Arca com o que sabemos da ciência.

Evidência geológica

Uma crença antiga

A história de uma inundação global e de um homem que se prepara para construir uma arca é extremamente antiga. Algumas versões foram encontradas em escavações arqueológicas e deixam claro que era um relato bem conhecido e amplamente aceito há 5.000 anos.

Para que essa história pudesse se perpetuar tão fortemente em tantas culturas, algumas pessoas acreditam que deve ter havido algum tipo de evidência concreta ou amplo testemunho para apoiá-la.

Uma crença antiga

Um evento isolado

Mesmo que não tenha ocorrido uma inundação global, existem vestígios de inundações rápidas e localizadas na antiga Mesopotâmia.

Parece que algum tipo de evento catastrófico ocorreu lá milhares de anos atrás, e que durante esses eventos, uma arca ou uma embarcação parecida com uma arca, poderia muito bem ter sido usada para salvar pessoas e animais das águas correntes.

Poderia uma tal inundação ter atingido o Monte Ararat e a embarcação usada ainda estar lá em cima?

Um evento isolado

Tendo fé

Os críticos que questionam os eventos do dilúvio geralmente se baseiam apenas no método científico. Mas para muitos, a verdade dos eventos na Bíblia não é limitada por tais restrições.

Para as pessoas de fé, a versão literal dos eventos do Dilúvio e da Arca de Noé poderia muito bem ter acontecido mesmo sem as evidências científicas para comprová-los. O Criador é todo poderoso, e poderia ter criado circunstâncias que não conseguimos detectar. E embora essa abordagem possa e deva ser respeitada, é difícil considerá-la ao empregar ferramentas e pesquisas científicas.

Tendo fé

Esperando um achado

As descobertas da NAMI ainda são controversas, mas os que buscam a Arca não precisam perder a esperança.

Hoje, muitas pessoas acreditam que a Arca está em algum lugar no Monte Ararat, ainda esperando ser encontrada.

Será que existem futuras expedições planejadas?

Será que eles seguirão de onde a NAMI parou, ou procurarão seguir seu próprio caminho?

Esperando um achado

Futuras expedições

Sempre estão sendo planejadas expedições ao Monte Ararat, na esperança de descobrir a Arca, por arqueólogos, crentes e aventureiros de todos os tipos.

Mas, como dissemos, obter o Visto Ararat não é tarefa fácil, e após a expedição da NAMI, pode se tornar ainda mais difícil.

Embora as boas intenções, o NAMI fez algo que irritou as autoridades turcas e que pode ter repercussões para todos os futuros pesquisadores que gostariam de visitar a área.

Futuras expedições

Desobedecendo às autoridades

NAMI alegou que eles pegaram amostras de carbono que foram retiradas das vigas de madeira na caverna do Monte Ararat mas, para fazer isso, teriam que levar as amostras com eles de volta para Hong Kong.

No que diz respeito às autoridades turcas, remover achados arqueológicos do país sem a devida permissão é uma ofensa grave.

Embora os membros da expedição da NAMI estejam bem, futuras expedições terão que passar por um escrutínio muito mais intenso como resultado disso.

Desobedecendo às autoridades

A Magical Story

It seems that the story of the flood has a magical hold over everyone who hears it. From ancient Sumerians, through the Hebrews and all the way up to modern-day Christians – and even sceptics – the story manages to ignite the imagination and inspire curiosity and hope in those who hear it.

But one question remains: is it a true story, or just a myth?

A Magical Story

Descobrindo a verdade

Se eles acabarem tendo sucesso ou não, o objetivo da NAMI de provar ou refutar a existência da Arca é algo que ecoa no mundo todo.

A história da Arca conseguiu inspirar e deslumbrar as pessoas por inúmeras gerações, superando barreiras culturais e linguísticas e desafiando o próprio tempo.

Provar que isso é verdade seria adicionar um capítulo importante a uma tradição milenar.

Descobrindo a verdade

Poderemos ainda encontrar?

Embora as descobertas da NAMI sejam altamente contestadas, isso não significa que a Arca nunca será encontrada. Embora continue sendo um tópico altamente controverso no campo da arqueologia, não temos dúvidas de que as pessoas continuarão a procurar a antiga estrutura de madeira na esperança de tornar essa história sem idade mais próxima e mais real e, um dia, quem sabe?

Talvez uma expedição como a da NAMI surpreenda a todos nós.

Poderemos ainda encontrar?

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