A impressão deixada pelo Flamengo de Jorge Jesus: há margem para evolução

A decisão da vaga na Copa do Brasil fica para o Maracanã

Por Lance

Gabigol, atacante do Flamengo

Gabigol, atacante do Flamengo – Alexandre Vidal / Flamengo
Rio – A expectativa pela estreia de Jorge Jesus no comando do Flamengo era grande. No empate em 1 a 1, o time da Gávea encontrou dificuldades diante na Arena da Baixada – como o histórico indicava -, mas o time também apresentou novidades e margem para evolução na sequência do trabalho do português.O resultado deixou a classificação para a semifinal da Copa do Brasil aberta. A decisão será na próxima quarta, no Estádio do Maracanã, às 21h30. Abaixo, as primeiras impressões da equipe do técnico Jorge Jesus no empate em Curitiba.

EMPATE COM SABOR DE VITÓRIA
O Athletico impôs seu ritmo de jogo na Arena da Baixada, criou muitas dificuldades ao Flamengo e uma grande produção ofensiva no jogo. Tanto que, por três vezes, balançou a rede de Diego Alves, mas a arbitragem assinalou – corretamente – a posição de impedimento nos lances, com auxílio do VAR.Os números do Footstats comprovam o domínio atleticano. O time de Tiago Nunes terminou o jogo com 58% de posse de bola, 14 finalizações – quatro a mais do que a equipe da Gávea – e 84 passes trocados a mais do que o rival.

O Fla, contudo, apresentou pontos interessantes com Jorge Jesus, crescendo de rendimento na etapa final, com as entradas dos meias Diego e Everton Ribeiro.

LINHA ALTA DE DEFESA COM DIFICULDADES

Um dos “sintomas” do trabalho de Jorge Jesus foi a linha de defesa – formada neste noite por Rodinei, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê – “atuando alta”, quase sempre perto da linha do meio de campo. O posicionamento, visando a compactação da equipe, mas o Athletico soube aproveitar os espaços dados.O time de Tiago Nunes “abusou” das bolas longas, nas costas dos zagueiros e dos laterais do Flamengo, criando assim as melhores oportunidades de gols. Certamente é um ponto a ser trabalhado por Jorge Jesus na sequência do ano.

FUNÇÃO NOVA PARA OS PONTAS

A função defensiva exigida pelo treinador aos pontas – Vitinho e Arrascaeta, inicialmente – foi outra novidade na equipe de Jorge Jesus. Os dois foram cobrados para acompanharem as subidas dos laterais Márcio Azevedo e Jonathan até a linha de fundo – e quando não o fizeram “ouviram muito”. O treinador esteve inquieto na beira do gramado durante os 90 minutos.Desta forma, o Flamengo tinha uma linha de seis ao defender em alguns momentos, com os pontas ficando no mano a mano com os adversários, contando com as coberturas de Rodinei e Renê. Arrascaeta e Vitinho, especialmente, apresentaram dificuldades ao fazer o combate individual.

ETAPA FINAL: POSTURA DE SE ELOGIAR

Apesar das chances criadas pelo Athletico na etapa final, o Flamengo terminou o jogo em busca da vitória, tendo a postura tão cobrada pelos torcedores nos últimos anos. As oportunidades para vencer apareceram especialmente após as entradas de Diego e Everton Ribeiro, que foram deixados entre os reservas do Rubro-Negro por não estarem em suas respectivas condições físicas atuais.A formação com dois atacantes centralizados – Bruno Henrique e Gabigol – ainda também precisa de ajustes, mas os dois criaram problemas ao rival.

DECISÃO FICA PARA O MARACANÃ

O empate em 1 a 1 deixou o confronto em aberto para a partida de volta, no Estádio do Maracanã, na próxima quarta-feira. Quem vencer o jogo irá para a semifinal da Copa do Brasil. Como não há mais gol qualificado como visitante, uma nova igualdade no placar levará a decisão para a disputa por pênaltis.Mais de 40 mil ingressos já foram vendidos de forma antecipada e, na Gávea, a expectativa é de que o público no Maracanã seja superior aos 50 mil na quarta.

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