Vereador quer que município pare de pedir ajuda financeira para pais de alunos

A primeira vista parece uma piada de mau gosto e que envolve pais de alunos, alunos, administração municipal e vereador. O caso que será tema da fala do parlamentar Admilson Brum na tribuna da Câmara Municipal, dentro da sessão legislativa desta terça-feira dia 11, aborda uma situação inusitada e ao mesmo tempo lamentável, no sentido de que o município pare de ficar pedindo dinheiro através de bilhetinhos.

Segundo Admilson Brum, que utilizará o comentário durante a fase de comunicação na sessão, a revolta do parlamentar é justamente depois de ter tomado conhecimento de um desses bilhetes, direcionado aos pais de alunos, solicitando a quantia de R$4,00 para que os alunos possam passear no famoso “trenzinho da alegria”.

Admilson admite, que vários pais não tiveram condições de enviar a quantia solicitada, afirmando que muitos estão desempregados. “ As crianças que os pais não tiveram como mandar o dinheiro, vãoi ficar sem andar no trenzinho? Esse fato, vai gerar revolta nas crianças e a escola está agindo com desigualdade e esperamos que isso não aconteça, já que um setor público municipal, não pode angariar dinheiro como está acontecendo nas escolas do município”, criticou ele.

O vereador espera, que cessem este tipo de atitude e solicitação, alertando que caso continue, irá acionar o Ministério Público. “Existem recursos tanto municipal como estadual para ser investidos na Educação e a maioria dos pais que matriculam seus filhos na rede municipal de ensino,  não possuem condições, de ficar remetendo dinheiro para estas unidades escolares”.

Ele alertou que o fato vem se tornando corriqueiro e essas atitudes de pais receberem “bilhetinhos”, pedindo dinheiro, tem sido constante no município, além de algumas escolas fazerem rifas e exigir que os alunos vendam bilhetes. “ Isso é uma falta de respeito e espero que cesse de vez, tamanha aberração, criando inibição nas crianças e nos pais principalmente, já que são responsáveis pela aquisição de material escolar”, complementou.

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