Câmara Municipal sedia hoje audiência para discutir linha férrea que passará no município

Está marcada para ter inicio hoje às 18 horas, uma audiência pública, para debater assuntos relacionados a passagem de uma linha férrea pelo município, projeto que faz parte do complexo portuário da empresa Petrocity. No começo deste ano, na sede do governo do Espírito Santo aconteceu a solenidade da assinatura dos contratos entre a Petrocity e a Odebrecht para a construção do Centro Portuário de São Mateus (ES).

O evento será estratégico, pois ocorrerá apenas dois dias antes da assinatura de contratado com as empresas que estarão envolvidas na construção do Complexo Portuário de São Mateus, um investimento de R$ 3,2 bilhões, que empregará 2.500 pessoas nas obras civis e outras 2.000 pessoas durante a operação.

Enivaldo dos Anjos

O deputado estadual Enivaldo dos Anjos, conseguiu junto a presidência da Petrocity, para que viesse a Barra de São Francisco, participar desta audiência pública, já que a ferrovia que sairá de Três Lagoa-MG até São Mateus-ES, passaram inicialmente em território capixaba, em Barra de São Francisco. A EFMES terá 560km e ligará Sete Lagoas (MG) ao complexo portuário de Urussuquara, em São Mateus. “Esses projetos definirão uma nova era de prosperidade para nossa região”, disse o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), representante regional na Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

Câmara sedia encontro

Inicialmente, os componentes da Câmara Municipal de Vereadores, estiveram antenados com as informações sobre a logística das realizações, inclusive quando da apresentação do projeto em Vitória, os vereadores Juvenal Calixto, Huander Bofe e Lemão Vitorino, estiveram marcando presença.

Com a vinda do presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva ao município, a audiência deste sexta-feira dia 24, antecipa a que deverá ser realizada em conjunto entre os municípios de Mantena e Barra de São Francisco, inicialmente marcada para 31 de maio, na próxima sexta-feira. A motivação dos vereadores francisquenses em trazer responsáveis da empresa para debater tão importante assunto econômico, levou a presidência do Legislativo a ceder suas instalações, para os debates de logo mais à noite.

O Projeto

O projeto é emblemático em vários sentidos. Para o estado e a região Sudeste, será uma grande plataforma logística que dará impulso econômico em todo o seu entorno. Para a empreiteira, a obra é o primeiro grande empreendimento que vai liderar após os desafios que teve de superar em virtude da Operação Lava-Jato.

De acordo com a Odebrecht, a construção do terminal utilizará tecnologias de dragagem, cravação de estacas, fabricação de estacas e peças pré-moldadas. Além disso, farão parte da implantação as instalações elétricas, rede de dados e sistemas de automação. A empresa estima algo em torno de 2.500 profissionais envolvidos durante a construção. A obra se iniciará pelos serviços de terraplanagem onshore e pela construção do quebra-mar offshore.

O presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva, afirmou naquela oportunidade que os trabalhos serão iniciados assim que liberada a licença ambiental do empreendimento. O executivo ainda explica que, no evento de amanhã, serão também apresentadas as companhias que se instalarão no porto. “Essas empresas são dos mais variados segmentos, como no caso de geração de energia. Elas ajudarão [na geração de energia para] o porto, mas o excedente de produção será colocado na rede“, explicou. Silva ainda revela alguns avanços no projeto de construção da Estrada de Ferro Minas Espírito Santo (EFMES), que junto com o porto criará uma grande plataforma logística na região. “Hoje, já temos os estudos de cargas já iniciados e o projeto conceitual. Temos também as coordenadas não definitivas para a alocação da estrada de ferro. O nosso objetivo é avançar para que, até julho, tenhamos o projeto concebido“.

Por enquanto, a Odebrecht será responsável apenas pela construção do terminal portuário. A ferrovia não faz parte da obrigação assumida com a Petrocity, mas a empreiteira afirma que a obra poderá ser incorporada ao contrato inicial se for interesse das partes.

Por onde tem passado, José Roberto Barbosa da Silva, tem destacado que o projeto surge como uma importante alternativa para dinamizar o transporte de cargas, que é uma demanda reprimida nessas regiões e que estudos apontaram sua viabilidade econômica. “A implantação do porto depende só da liberação ambiental. Já com relação à ferrovia estamos fazendo estudos, saindo do processo conceitual e passando para o projeto básico. Esperamos concluir todo processo ambiental e institucional até o final de 2020. Nosso objetivo é que num curto espaço de tempo a partir de 2021 possamos iniciar as obras para até 2025 já iniciar a movimentação da primeira fase interligando Valadares a São Mateus”.

ASCOMCMBSF

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