FISICULTURISTA É PRESA EM OPERAÇÃO CONTRA O TRÁFICO DE DROGAS NO RJ

fisiculturista1

A Polícia Militar fez uma operação contra o tráfico de drogas em Itaperuna

A Polícia Militar fez uma operação contra o tráfico de drogas em Itaperuna

Uma fisiculturista acusada de ser fornecedora de drogas em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, foi presa na operação realizada pelas polícias Civil e Militar em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (4). Já foram cumpridos 39 mandados de prisão.

Ao todo, as equipes buscam cumprir 47 mandados de prisão, e 47 mandados de busca e apreensão e de prisão. Dos 39 mandados de prisão cumpridos, 15 foram de acusados que já estão em presídios de Bangu e de Magé. Os outros foram cumpridos em casas no município de Itaperuna. Duas pessoas foram presas em flagrante com drogas.

Polícia afirma que fisiculturista fornecia drogas para o chefe do tráfico em Itaperuna — Foto: Reprodução redes sociais e Éder Souza/Inter TV

A fisiculturista Iara Silva foi presa no bairro Cachambi, na Zona Norte do Rio. Segundo a Polícia Civil, ela tinha envolvimento com o chefe do tráfico em Itaperuna e se tornou fornecedora de drogas da região.

Ainda de acordo com a polícia, ela financiava a categoria de fisiculturismo com o dinheiro do tráfico de drogas.

A operação Gólgota 2 atua em cerca de seis pontos da cidade do Noroeste. Cães farejadores também participam. A ação é uma continuação das investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRJ que também levaram à prisão de 11 pessoas em 2014 na Operação Gólgota.

Operação cumpre mandados de prisão contra o tráfico em Itaperuna — Foto: Éder Souza/Inter TV Operação cumpre mandados de prisão contra o tráfico em Itaperuna — Foto: Éder Souza/Inter TV

Operação cumpre mandados de prisão contra o tráfico em Itaperuna — Foto: Éder Souza/Inter TV

Investigações apontam ‘estrutura empresarial’

De acordo com a denúncia feita pela Promotoria de Investigação Penal de Itaperuna em 2014, a quadrilha, ao longo do tempo, construiu “uma verdadeira estrutura empresarial, tendo como foco a divisão, ainda que flexível, de tarefas, em que cada membro desempenhava uma função essencial para o sucesso da empreitada”.

As investigações verificaram que muitos integrantes, mesmo estando presos, continuavam a exercer suas atividades, traficando entorpecentes tanto dentro das unidades prisionais quanto comandando operações do lado de fora.

O grupo também teria acesso a armas de fogo dos mais variados calibres e se beneficiava do uso de menores para desempenhar o tráfico de drogas. Os adolescentes, inclusive, faziam uso das redes sociais para comunicar suas atividades ilegais e reforçar seu vínculo com a organização criminosa, segundo as investigações.

Por Bom Dia Rio e G1 — Norte Fluminense e Região

COMPARTILHAR