JUSTIÇA MANTÉM PRESO BACHAREL EM DIREITO QUE ESPANCOU FAXINEIRA

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A Justiça negou o pedido de liberdade provisória do bacharel em Direito Bertrand Aron Franceschi, de 32 anos, que espancou uma faxineira dentro de um prédio, na Praia do Canto, em Vitória. O Ministério Público Estadual se posicionou à favor de relaxar a prisão, com a condição de que ele fosse internado para tratamento. No entanto, Bertrand já foi internado em anos anteriores e, segundo o relator do processo, a medida não foi suficiente para evitar o que ocorreu com a faxineira.

A defesa do acusado afirmou que o decreto de prisão deveria ser relaxado ou anulado por conta do excesso de prazo para coleta de provas e pela existência do laudo pericial que atestou insanidade mental de Bertrand.

Porém, em relação ao argumento de excesso de prazo, o relator do processo no Tribunal de Justiça do Estado, o desembargador Pedro Valls Feu Rosa, disse que o incidente de insanidade mental alegado pela defesa levou a uma demora no processo.

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Já sobre o laudo pericial, o relator procurou informações com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) sobre as condições atuais de saúde de Bertrand. Após análise, o magistrado entendeu que o bacharel está recebendo o acompanhamento clínico necessário aos problemas físicos e psíquicos que enfrenta.

CÂMERA DO PRÉDIO FLAGROU AGRESSÃO

Morador espanca funcionária de prédio na Praia… 

Dessa forma, o relator do processo afirmou que o acusado já foi internado entre os anos de 2014 e 2015 e a medida não foi apta para evitar o crime cometido contra a funcionária do condomínio Creonice Coutinho. Ainda de acordo com o relator, a decisão do juiz Marcos Pereira Sanches, da 1ª Vara Criminal de Vitória, de manter a prisão de Bertrand foi acertada.

“A manutenção da prisão é de extrema necessidade para a preservação da ordem pública, pois o réu pode perder o autocontrole e voltar suas frustrações contra outra (s) pessoa (s) após a ingestão de álcool e/ou drogas”, afirmou o juiz em sua decisão na tarde desta quarta-feira (06).

O CASO

O acusado agrediu a funcionária do condomínio em que ele mora com chutes, socos e pontapés no dia 29 de dezembro do ano passado. Mesmo desmaiada com as agressões, a vítima continuou sendo agredida.

As investigações chegaram a conclusão de que o homem fez uso de bebida alcoólica e cocaína em uma festa no dia do crime. Ele retornou para casa dirigindo sob o efeito dessas substâncias. No veículo de Bertrand foram encontrados 13 pinos de cocaína e garrafas vazias de cerveja.

Por conta das agressões, Creonice convive com duas hérnias de disco no pescoço, além de fortes dores nos braços que, segundo os médicos, ela terá que se acostumar. Mas as lesões não são apenas físicas, já que a faxineira deixou de trabalhar com medo de sair na rua.

“Ele me deixou em pânico. Eu não conseguia mais dormir porque pensava que a qualquer momento alguém poderia entrar na minha casa. Meu pai mesmo nunca me bateu e eu levei dele uma surra de ficar desacordada”, lembra.

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