100 promotores do MP-ES apuram crimes durante paralisação da PM

Mais de 100 dos 270 promotores do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) começaram a atuar na força-tarefa criada para apurar crimes que ocorreram durante o período de 22 dias da paralisação da Polícia Militar. A primeira reunião foi realizada na última segunda-feira (13) e a previsão é que os primeiros resultados sejam divulgados nos próximos 30 dias.

De acordo com o promotor do MP-ES Pedro Ivo de Souza, coordenador da força-tarefa, serão cinco linhas de investigação: homicídios, ônibus queimados, latrocínio, crimes militares e análise da responsabilidade dos atos praticados pelas mulheres no movimento.

“Foi muito sério o que aconteceu no estado, um momento de barbaridade vivida na nossa história”, disse.

Homicídios
“Vamos dar a catalogação deles, os estágios das investigações, as denúncias que já foram oferecidas, se pessoas foram presas em decorrência dessas denúncias. O que nós temos é que alguns inquéritos já foram concluídos e algumas pessoas já foram presas, inclusive em flagrante na decorrência dessa crise. No relatório que precisa ser entregue em 30 dias a gente consegue dar as respostas de forma mais clara”, falou o promotor.

Mulheres
“Ao que me parece, tem predomínio de mulheres familiares no movimento. Outras mulheres que não eram familiares participaram e deram apoio a causa que tem a intenção de valorização profissional da PM. É possível que se entenda que elas podem responder pelo atentado contra o serviço de utilidade pública ou com a incitação ao crime”, destacou Pedro Ivo.

Policiais
“Se não responderem pelo crimes do código penal comum pode haver um concurso com os policiais pela prática dos crimes previstos no Código Penal Militar, como os crimes de revolta e motim. Existe ainda uma via que seria o crime contra a segurança nacional, significa uma responsabilização mais dura”, disse.

PMs envolvidos
“Recebemos todas as pessoas do estado, vídeos e áudios, não podemos afirmar de forma alguma se foram praticados por policiais ou não. Não estamos descartando nenhuma hipótese investigativa. Essa subnotificação está em nosso radar.”

Políticos
“Nós estivemos no batalhão, chamamos para conversar e temos levantamento das pessoas que ficaram fazendo o movimento de impedimento de acesso, quanto de quem estava dando o apoio. Alguns contatos dessas pessoas (do movimento) aconteceram durante a crise, se desde o início e durante foi feito de forma organizada, aí é uma outra questão. Houve alguma articulação do movimento, mas dizer da interferência dos políticos só quando as investigações forem concluídas.”

ONU
“Todos os dias nós temos homicídios, roubos, furtos, mas não como ocorreu no período, foi um período grave. Não foi dimensão apenas municipal e Estadual, mas nacional e internacional. A ONU está preocupada com isso e tem cobrado resposta de todas as instituições públicas sobre o ocorreu.”

Fonte: G1 ES

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