Mosquito diferente em março na Grande Vitória

Milhões de mosquitos geneticamente modificados, conhecidos como ‘mosquito do bem’, serão lançados nos municípios da Grande Vitória até o fim de março. A implantação do projeto piloto estuda ajudar no combate do Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O custo do projeto deve ficar em torno de R$ 6 milhões e pode ser financiado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o projeto vai ser inserido primeiramente em bairros com maior infestação do mosquito com a incidência de dengue e zika. Na capital os bairros Nova Palestina, Praia de Santa Helena e Jardim Camburi ocupam o topo do ranking de focos do mosquito. Já em Vila Velha os bairros Soteco, São Torquato e Praia da Costa detêm a maioria das notificações. Em Cariacica, Campo Grande se destaca com maior número de registros.

De acordo com a empresa dona do projeto Oxitec, o Aedes aegypti do bem, é um mosquito macho geneticamente modificado que não pica e não transmite doenças. Ao cruzar com as fêmeas do Aedes aegypti selvagem, os filhotes morrem antes de serem capazes de reproduzir. Após a liberação do mosquito do bem, a população de mosquito da dengue e da chikungunya pode diminuir.

Já implantado nas cidades de Juazeiro e Jacobina, na Bahia, o projeto do mosquito geneticamente modificado, reduziu em mais de 90% a população de Aedes aegypti nesses locais. O mosquito transgênico vive em média de dois a quatro dias.

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