Vídeo: Repórter e cinegrafista são mortos a tiros durante transmissão ao vivo nos EUA

jornalista-assassinadaEram cerca de 6h45 (7h45 pelo horário de Brasília) desta quarta-feira, 27 de agosto, na cidade de Moneta, no Estado da Virgínia, nos Estados Unidos. A repórter de TV Alison Parker entrevistava uma mulher ao vivo num local ao ar livre de um shopping center. A entrevistada falava sobre a importância de unir a comunidade para promover o desenvolvimento econômico quando, de repente, ouviram-se vários disparos. É o que revela a gravação do canal de TV local WDBJ-TV, associado à rede norte-americana CBS.
Vester Lee Flanagan
Parker começa a gritar. Em seguida, as imagens são confusas e mostram o chão do lugar em meio a novos disparos e gritos desesperados. Instantes depois, uma apresentadora atônita retoma a transmissão no estúdio do canal. Parker, de 24 anos, e Adam Ward, o cinegrafista de 27 que gravou a cena perturbadora, morreram na hora, informou a rede local da Costa Leste dos Estados Unidos.

O atirador foi identificado posteriormente como Vester Lee Flanagan, um ex-funcionário da emissora. Ele foi localizado pela polícia em uma estrada da região dirigindo um carro alugado. Ao ver os policiais,  segundo as autoridades da Virgínia, ele perdeu o controle do veículo. Foi encontrado dentro do carro com ferimentos do tiro que disparou contra si mesmo.

O diretor do canal, Jeffrey A. Marks, afirmou que Flanagan deixou de trabalhar há dois anos na rede, mas disse desconhecer a existência de ameaças contra os colegas.

vester-lee-flanaganO atirador foi identificado como Vester Lee Flanagan, um ex-funcionário da emissora, que se suicidou após os crimes
Pouco depois dos assassinatos, Flanagan – que nas redes sociais usou o nome Bryce Williams -, publicou um vídeo no Facebook do momento em que ele atira contra as vítimas. No Twitter, ele disse ainda ter apresentado uma queixa contra a emissora e acusou a repórter Alison Parker de ter feito “comentários racistas”, o que pode ter motivado o ataque aos colegas. Flanagan mandou ainda uma carta de 23 páginas à rede ABC na qual, além da discriminação racial falava de discriminação sexual, por ser gay. Dizia ainda que sua “ira” chegou ao ponto máximo após a matança de nove negros em junho numa igreja da Carolina do Sul.

 

 

A mulher que era entrevistada ficou ferida. Trata-se de Vicki Gardner, diretora executiva da Câmara de Comércio da região de Smith Mountain Lake. O motivo da entrevista eram os 50 anos da instituição.

Em 2013, último ano com dados disponíveis, 11.208 pessoas morreram em homicídios provocados por disparos nos EUA, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). Isso equivale a uma média de 30 homicídios por dia e 3,5 mortos para cada 100.000 habitantes.

jornalista-assassinada-euaO caso causou comoção entre outros jornalistas. O produtor Shawn Reynolds, da RTV6, lembrou os colegas em sua conta de Twitter, publicando uma foto dos dois jornalistas sorrindo.

 

 

 

 

 

 

Fonte: EL Pais Brasil

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